Grandes “pregadores”, pequenos resultados
Este artigo foi publicado pela primeira vez em 2009. Mas resolvi
republicá-lo com alguns acréscimos, haja vista alguns acontecimentos
recentes. Há duas décadas, fui convidado pela primeira vez para
participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de
púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa
agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua
resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam
que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo.
Negociamos um bom cachê”.
É impressionante como o pregador, de uns tempos para cá, se
transformou em um produto. Há alguns anos, depois de eu ter pregado em
uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua
pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa
essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em
vigílias, porém, segundo aquele irmão, eu não serviria para pregar em
uma vigília!
Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma
agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para
ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites
de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas
mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num
tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém
melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa
avalia segundo o seu gosto”.
EEla tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de
atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo:
“Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano
tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”. Conheçamos alguns
tipos de pregador e seus públicos-alvo:
Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade
para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é
como famosos humoristas do gênero stand-up comedy. De vez em quando cita
versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir
citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.
Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté.
Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia,
principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos
37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que
vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com
ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm
2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a
Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt
22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele
mandar.
Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de
congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note:
entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais
famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador
que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como
pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo
mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao
lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o
no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz
gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é
bom... quase nada!
Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas
características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais.
Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões,
passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem
obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”,
“Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu
fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas
que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não
o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas.
Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se
como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção
que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira.
Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu
pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele.
Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do
caráter.
Pregador “ungido”. Para impressionar o seu público, derrama óleo
sobre a própria cabeça ou pede para seus auxiliares fazerem isso. Um
desses pregadores pediu, recentemente, para sua equipe derramar doze
jarras de azeite em sua cabeça!
Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas
consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por
exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de
Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado
em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como
pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos
controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e
“poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que
xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu
público é fiel e sempre diz “aleluia”.
Pregador mercantilista. Todas as suas mensagens têm como meta induzir
o seu público e dar dinheiro. Esse tipo de pregador existe desde os
tempos dos apóstolos (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3) e, na atualidade, aparece
bastante na televisão. Qualquer passagem bíblica pode ser usada para
atender aos seus propósitos mercantilistas. Isaque é a “melhor oferta
financeira”, jumentinho que Jesus montou é “BMW”. E assim por diante.
Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não
respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que
comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao
extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os
seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público —
diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se
estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias
extrabíblicas e antibíblicas.
Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois
ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final,
canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse
irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das
duas coisas bem.
Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os
egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a
sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não
ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de
pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e
milagreiro.
Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). É
um pregador bem suado, e não necessariamente abençoado. Sua pregação é
como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse
tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de
dormir ou conversar durante a pregação.
Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com
verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente
espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de
Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já
andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim
para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que
são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de
Deus. Sua mensagem é Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5).
Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama
muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas
também sabem que nunca poderão contar com ele...
Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a
qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe
agrada? Qual é a sua motivação? Você prega para agradar a Deus,
verdadeiramente, ou tem outros interesses?
Pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Clodovil - Rio de
Janeiro Fonte:
Recomendo: Ciro Sanches Zibordi
(Fonte da imagem: Reprodução/The Central Bank of Sweden)
Conforme matéria da Associated Press, reproduzida no site
Yahoo! News, a Suécia está abolindo aos poucos o uso de
cédulas de dinheiro. De acordo com a publicação, o país foi
a primeira nação europeia a introduzir notas como moeda
corrente em 1661. Agora, os suecos querem ser pioneiros
também na adoção de métodos de pagamentos online.
Na maioria das cidades suecas, os transportes públicos não
aceitam mais dinheiro. As passagens são pré-pagas ou
adquiridas por meio de mensagens de textos enviadas pelo
celular. Uma pequena parcela das empresas, que está em
crescimento acelerado, só aceita pagamentos efetuados com
cartões de débito e crédito.br>
Além disso, até mesmo algumas agências bancárias pararam de
lidar com notas, focando seus serviços apenas em transações
eletrônicas. Qual o resultado desse "boicote" às cédulas? O
número de assaltos aos bancos da Suécia caiu de 110 em 2008
para 16 durante o ano de 2011. Os roubos aos serviços de
transportes de valores também apresentaram uma redução
considerável.p align="center">
APOCALIPSE 13
16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres,
livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita,
ou na fronte,
17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele
que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu
nome.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o
número da besta; porque é o número de um homem, e o seu
número é seiscentos e sessenta e seis.