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Estude a BiblíaA Verdadeira Santidade
A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7)
Para que sejamos
uma geração que marca na hora da conquista, é imprescindível que
vivamos a verdadeira santidade. Ninguém, na história da igreja, fez
grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade. A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7)
Paulo diz:
Ora, como recebestes Cristo Jesus (…). Isso se deu quando aquelas
pessoas ouviram e entenderam a graça de Deus (Cl 1.6), não mediante
o esforço delas mesmas ou porque eram virtuosas, cheias de
qualidades ou boas em si mesmas. Elas reconheceram que seus
esforços, suas virtudes, suas boas obras e seus sofrimentos não
acrescentavam nada para sua salvação; por isso, desistiram de tentar
fazer alguma coisa e se entregaram completamente a Deus, mesmo
vazias, derrotadas e frustradas consigo mesmas, porém confiantes de
que se elas não puderam fazer nada para conquistar a salvação, Deus
era poderoso para salvá-las. A salvação, portanto, caracteriza-se
por um ato de entrega e de confiança no amor e na provisão de Deus.
Só recebe a Cristo aquele que se esvazia de si mesmo, entregando-se
completamente a Deus. A verdadeira santidade Como se expressa a verdadeira santidade? O apóstolo Paulo responde a essa pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto:
“Cuidado, que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Cl 1.8
Para entendermos melhor o que Paulo está querendo dizer, é importante entendermos o significado da palavra “filosofia”. Aqui, filosofia não diz respeito aos pensamentos que excluem Deus, nem a um curso universitário. Josefo, um historiador do tempo dos apóstolos, disse:
“Existem três formas de filosofia entre os judeus: os seguidores da primeira escola são chamados fariseus, os da segunda, saduceus, e os da terceira, essênios”.
Assim, “filosofia”,
no texto, significa qualquer tipo de conhecimento acumulado sobre
Deus ou sobre qualquer outro assunto. Segundo Paulo, a verdadeira
santidade não é comprovada pelo conhecimento que uma pessoa consegue
acumular. Os fariseus, por exemplo, tinham um vasto conhecimento
sobre Deus, mas Jesus os chamou certa vez de filhos do diabo (Jo
8.44). É impossível que algum filho do diabo apresente santidade. O
próprio diabo também conhece a Escritura, mas para ele está
reservado o fogo do inferno.
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova ou sábados”. Cl 2.16.
O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos e alimentos, ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. Os fariseus agiam dessa maneira, mas Jesus lhes disse:
“Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois não entrais nem deixais entrar os que estão entrando! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.13,15).
Mas ninguém é mais santo
porque deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque participa
desse ou daquele evento.
“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões”. Cl 2.18.
Aqui, Paulo afirma que as experiências sobrenaturais ou místicas não são um sinal que comprova a verdadeira santidade. As pessoas ali estavam vendo e adorando anjos. Por imaginarem que Deus era inacessível, elas começaram a buscar ajuda e revelação de anjos, as tiveram. Miguel, o líder das hostes angelicais, era largamente adorado na Ásia Menor e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas. Com base nessas visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na verdadeira santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou a afirmar:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23).
“Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23).
Apesar de parecerem
sinais da verdadeira santidade, essas referidas práticas e
expressões não conseguem refrear os impulsos da carne; antes, muito
facilmente os promovem.
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. Cl 3.1-3
Aqui, Paulo faz uma
afirmação condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo
e com ele ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou
na vida delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de
vida, a que podemos chamar de santidade.
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. Cl 3.5.
A verdadeira santidade,
além do anseio por Deus, se expressa por meio da morte do velho
homem. Aqui, Paulo enumera cinco vícios da carne, que são destruídos
pelo que é santo. O primeiro vício colocado nessa lista é a
prostituição, que se refere à toda relação sexual ilegal e ilícita,
e portanto envolve o adultério, a fornicação (o sexo antes do
casamento), a bestialidade e outras formas de relação sexual que são
anti-naturais e anti-bíblicas. Aquele que vive em santidade vai
matando progressivamente esse vício em sua vida.
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. Cl 3.12. A verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na humildade, na mansidão e na longanimidade. A misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso. Sem dúvida, a bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa. A mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à longanimidade. Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele descansa em Deus.
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